22h35. Avenida de Ceuta. Carro do L. Passámos um sinal verde num cruzamento e de seguida só ouvimos um estrondo enorme. Um condutor surgiu pela esquerda passando o semáforo vermelho em grande velocidade e chocando contra nós em contramão. Vinha com 1.70 de álcool no sangue (isto confirmado uma hora e meia depois do acidente, nem quero imaginar o que acusava na hora). Felizmente não houve feridos, apenas eu tenho uma perna dorida e uma nódoa negra enorme. Temi o pior pelo L, já que o outro carro bateu mesmo do lado dele, mas nem um arranhão tem graças a Zeus. Os carros é que ficaram em muito mau estado e achamos que provavelmente o nosso terá como destino o abate. Não ganhámos para o susto.
Sempre disse que se alguma vez tivesse um acidente e o airbag fosse accionado que eu morria do susto pelo airbag a abrir-se antes de morrer pelo acidente propriamente dito. Ontem confirmei a situação e não se sente o airbag a disparar e a abrir. Quando dei por mim já estava ali, aberto. O que incomoda é um pó branco que também aparece quando é accionado. Assim que o carro parou a primeira coisa que o L. me disse foi para sair depressa do carro, tanto era o fumo que ele pensou que vinha do motor.
Como já é normal cerca de 1 minuto antes tive um pressentimento. E, conforme nos íamos aproximando daquele semáforo, maior era a sensação de que algo não estava bem ali. Não disse nada ao L., por burrice e por também ser ele que ia a conduzir e foi a pior decisão que tomei. Quando é que começo o ouvir e a dar importância à minha voz interior? Ela avisou-me sempre de todas as situações de perigo por que passei até hoje e eu nada de começar a dar-lhe a devida importância...
E nunca é demais lembrar: se conduzirem não bebam. Apesar de estarmos bem fisicamente, foi um susto enorme, ficámos sem carro e as coisas poderiam ter corrido mesmo mal.