quarta-feira, 31 de agosto de 2011



[Gestos... Cumplicidade... Amor... Partilha...

Há gestos, há pequenos e simples gestos que transportam consigo grandes significados e que podem mais que muitas palavras!

Quando vou no carro com o meu filho em passeio ou simplesmente às compras, ambos pensativos e mudos, e quando o peso do silêncio parece ferir, surge a mão direita dele, aberta em concha, como que a perguntar se está tudo bem, à espera da minha. Coloco a minha mão na dele, aperto-a, olhamo-nos e sorrimos. E está tudo bem, muito bem! Não são precisas palavras!

Quando passeamos a pé, geralmente, vamos de mão dada. 

Temos até uma história engraçada sobre isto de andarmos de mão dada:
Chegámos à praia e íamos, a conversar, de mão dada, a caminho do nosso T zero (o nome que dávamos à barraca que alugávamos na praia), pela passadeira.
Uma colega minha viu-nos chegar e disse para a mãe:
- Vem ali a M, é uma colega minha.
A mãe olhou e perguntou-lhe:
- E o rapaz, que vem com ela, é o namorado?
- Não. É o filho.]

by L's mom

Já vos disse que o L. é a pessoa mais especial que conheço, já? :)

Chove lá fora


e cá dentro.



Porque é tão difícil sair da nossa zona de conforto?



[A chamada zona de conforto condiciona imenso a nossa acção: ao invés de nos lançarmos no desconhecido, que não sabemos se irá correr bem, optamos por ficar no nosso cantinho a pensar "para mal nunca pior e, pelo menos, isto já sei como é". O problema é que não sair da nossa zona de conforto coloca-nos permanentemente na contingência do mesmo. Do hábito. Da redução da capacidade de arriscar e do crescimento pessoal. Estes factos geram falta de motivação e, sem esta, não conseguimos evoluir. Estagnamos. Perdemos confiança em nós. E até nos outros!

Este é também o primeiro passo para começarmos a fazer coisas que não nos apetece. E, desta forma, começarmos a agir contra nós próprios. Contra os nossos interesses. E o pior é que sabemos que o estamos a fazer, mas sabotamo-nos e ficamos no conforto do casulo. Continuamos a assumir tarefas, funções e lugares na vida profissional e pessoal que há muito deixaram de fazer sentido. Dizemos não, quando queríamos dizer sim. Dizemos sim, quando o nosso interior implora que digamos "não"!

E de repente a vida passou. E temos 30, 35, 40, 45, 50, 60 anos. E descobrimos que não fizemos nada por nós! Porque ficámos agarrados ao consolo (tantas vezes fictício) da zona de conforto. Não nos lembramos do nosso nascimento. Mas essa experiência está impressa nas nossas células. E foi, de facto, a nossa primeira grande experiência de saída da nossa zona de conforto. Essa marca estará em nós para sempre e é determinante. Contudo, não estamos condenados: como refere Jean-Paul Sartre "o importante não é o que fizeram de nós, mas o que fazemos com o que fizeram de nós". Ou seja, está em nós a capacidade de dar a volta. Mas estamos muito pouco despertos para agir nesse sentido. Até porque, quanto mais tentamos remar contra tudo o que nos incutiram ao longo da vida, mais estamos a entrar no desconhecido, a sair da zona de conforto. Temos liberdade para o fazer mas isso assusta-nos.

Vamos então tentar perceber o que podemos fazer para ir saindo da nossa zona de conforto. Pode começar por coisas tão banais como optar por um trajecto diferente na ida para o emprego; tomar um café num local não habitual; vestir o bikini que acha que a faz gordinha; ou dizer a um desconhecido: posso sentar-me na sua mesa para tomar um café? Atreva-se! Não se esconda do mundo. Ele está cá para si.

E tenha coragem de cometer erros. Vai ver que é bom! Comece por situações que, a causarem erros, sejam pouco importantes. Se errar, óptimo! Está a aprender. Se nunca enfrentar as suas limitações, se nunca sair da sua zona de conforto, nunca vai saber se teria sido capaz de...! Já imaginou chegar lá à frente e pensar:"Se eu não tivesse tido receio a minha vida teria sido diferente". Sabe que a maioria dos nossos medos não se concretiza? Ao invés de pensar, por exemplo, que pode perder o emprego, pense antes que, se isso se concretizar, pode originar a grande oportunidade da sua vida.

Façamos então um ultimo exercício: defina as duas metas que pretende alcançar nos próximos seis meses. Escreva-as no papel. Assim, já estará a começar a materializá-las. Não se esqueça que têm que implicar a sua saída da zona de conforto. E trabalhe para ultrapassar todos os obstáculos que lhe vão surgir. Não tenha medo! Eles apenas significam que está a começar a conseguir sair do casulo. E isso é bom. Agarre-se com unhas e dentes a esta tarefa! Daqui a seis meses diga-nos como correu!]

By Teresa Marta 
in Revista  "Saber Viver"; Número 115

I ♥ The Colors of India










terça-feira, 30 de agosto de 2011

Da Lisa


A Lisa é das pessoas com quem partilho mais afinidade, sintonia e reciprocidade. O que não deixa de ser estranho porque nunca nos vimos na vida (pelo menos NESTA vida).
Ontem ela leu aqui algum que precisava e hoje eu li dela algum que precisava. E tem sido frequentemente assim desde que nos (re)encontrámos virtualmente.

"Viver sempre foi e sempre será um risco, um tiro no escuro e um acto que implica lidar de forma diária e continua com o desconhecido. Por muito prudentes, cuidadosos e sensatos que possamos ser, é preciso aceitar que não controlamos tudo, que nunca vamos controlar tudo e que viver implicará sempre correr riscos,  eventuais exposições à rejeição, à perda, à desilusão e ao desconhecido, mas também à um conjunto de emoções positivas. Tudo isto faz parte da vida e de nada nos adianta viver mergulhados num mar de medos, desconfianças, hiperprotecção e controlo ilusório só porque podemos vir a ser vítimas de uma tragédia, ser enganados ou atraiçoados, até porque ao estar sempre com o pé atrás e ficar sistematicamente na defensiva e cheios de desconfianças estamos  a impedir que as coisas boas entrem na nossa vida. Claro que com tanto negativismo e receio à nossa volta vamos concluir constantemente que ninguém é de confiança, fechando-nos ainda mais no nosso mundinho. Isto, por não dizer que quanto mais ligamos aos nossos medos, mais contribuimos para que se concretizem e auto-confirmem vezes sem conta, o que só dá continuação ao ciclo vicioso. É preciso quebrar o ciclo e perceber que de nada adianta fugir, pois mais de metade dos nossos medos são irracionais e ligados a coisas que nem sequer dependem inteiramente de nós. Além disso, as pessoas normalmente esperam (muito erradamente) que ao fugir e evitar uma determinada coisa o medo desapareça ou pelo menos diminua, quando na realidade o que se observa é precisamente o oposto. Se não for enfrentado, o medo continua sempre lá, e por vezes vai-se tornando cada vez maior e impeditivo. Daí que o evitamento nunca foi, nem nunca será a solução para seja o que for. Viver é no presente, para a frente e de olhos bem abertos. O resto é um mero sobreviver."

 

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Ontem o meu Anjo da Guarda falou-me em Obediência

Acredito em sincronismos. Os sincronismos são acontecimentos casuais cujos significados vão além do aparente, além do que a nossa vista alcança. É algo mais do que uma pura coincidência. Acredito que é através destas "coincidências" que recebemos mensagens e estas mensagens servem-nos como sinais para sabermos o que fazermos, o que está correcto e se estamos no local adequado.  

Por acreditar nisto existe um livro que abro de todas as vezes que preciso de consolo. E as mensagens que recebo deixam-me sempre mais leve, mais feliz, cheia de amor e de fé, recuperando a confiança em mim própria. Ontem foi assim:




"Quando lês: Obediência, um sentimento profundo de rebeldia surge à flor da pele e exclamas: Ainda mais! Estou sempre a obedecer.
Se observares o desenho vês que não há ninguém para obedecer, a não ser as pedras ou as montanhas.
Aprendeste a obedecer sem poderes expressar o teu desgosto ou a tua aceitação.
Revê os teus hábitos e decide o que queres e o que não queres fazer. A obediência que o anjo te recorda é a de seguires no teu caminho. Para seguires nele certamente tens de desobedecer a normas estabelecidas ou não prestar atenção a pessoas que, julgando que estão dentro da tua verdade, tentam obrigar-te a mudar. Aqui está a tua prova de Obediência, tens que aprender a seguir o teu caminho mesmo que este te leve a desobedecer a outros.
Segue a tua voz interior, esta guiará os teus passos pelos caminhos certos, fazendo o percurso necessário para que aprendas aquilo que vieste cumprir nesta vida. Está atento à tua voz, atento à tua Obediência para que não te percas ou atrases ao ouvir as exigências dos que se cruzam no teu caminho.
Não temas em obedecer ao teu coração, ele nunca te enganará."

Porque todos temos dentro de nós um guia, o nosso guia interior, e não devemos temer obedecer-lhe porque só ele sabe o que é correcto para nós. Na vida temos que escolher um caminho e percorrê-lo. Sem medos e sem indecisões. Sabendo que o nosso guia está sempre lá, ao nosso lado. Por vezes esse caminho torna-se escuro, sombrio, cheio de pedras e de curvas. O caminho aparece e desaparece na nossa vista, não vimos muito bem por onde vai, nem para onde vai. Mas é o nosso caminho, aquele que escolhemos. Só temos que pedir ajuda ao nosso guia. Obedecer-lhe. Mantermo-nos atentos, confiantes e fazer o percurso em silêncio até que se torne claro, cheio de luz e de indicações.

sábado, 27 de agosto de 2011

Hoje é dia...


... de mais uma despedida de solteira :)

De muitos sorrisos e gargalhadas. De mais um momento tão nosso. Adoro as minhas meninas. São as minhas manas do coração. A família que nunca tive :)

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Ontem

Pela primeira vez passei o dia com os pais e a mana do L. sem ele estar presente. Foi muito bom poder conhecê-los melhor e poder entrar, por um dia, no mundo deles. Melhor que isto só mesmo conhecer as histórias do L. quando ele era pequenino e imaginá-lo com 3, 4, 5 aninhos. DELICIOSO :)

A Tentar Convertê-lo às Converse











e a usá-las com fato :)

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Um dos meus sítios preferidos







Quinta da Regaleira [a pouco mais de 20 minutos de casa do L. :)]

Sweet November







Acabei de ver e adorei :)

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Parar para pensar



"If everyone in the UK committed to just one meat-free day a week, this would result in greater carbon savings than taking five million cars off the road. Reducing the amount of animal products in our diets will also help to boost our health and, of course, help to end animal suffering. What more incentive do you need? So start with Meat-Free Monday and then try Tuesday, Wednesday, Thursday, Friday, Saturday and Sunday. And dont forget to tell your friends and family!"

Detalhes


O L. passeia na rua de mãos dadas com a mãe. Acho absolutamente delicioso ☻☻☻

Entretanto no Quénia...

Distribuição de bens alimentares no Quénia (foto fresquinha, acabadinha de chegar)

Vi partir a minha tia/madrinha (casaco azul na cintura na foto) há uma semana para o Quénia. Foi como voluntária leccionar Português e apoiar esta associação. Na bagagem levou apenas: muitos livros angariados nesta campanha, muita roupa para oferecer e um coração recheado de amor para partilhar.

Hoje, pela primeira vez, consegui falar com ela pelo msn desde que partiu. É um misto de coração apertadinho com uma alegria enorme por vê-la a realizar um trabalho tão nobre.

Um abracinho apertadinho para o Quénia e um bem haja a todos os voluntários que alimentam (não só de alimentos mas também de amor) tantos quenianos.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Casar de Galochas?



Porque não?
Adoro casamentos no campo

A minha terra. A terra das maçãs.


Cresci na terra da maçã. Nas ultimas semanas tenho andado mais ausente porque tenho passado 9 horas por dia a apanhar maçãs. Vermelhas e Amarelas. Suculentas e deliciosas. Custa. Sobretudo quando faz mais calor. Chegamos ao final do dia completamente exaustos, com todos os músculozinhos do corpo doridos. Mas eu gosto do trabalho no campo. Nasci aqui. Gosto do cheiro a terra, do verde da natureza e do ar puro.

As mais maduras estão todas apanhadas e colocadas em caixinhas de madeira. Prontas para serem distribuídas como o rótulo: "Maçã de Alcobaça". Em Setembro voltamos para apanhar as restantes que ainda estão verdes. 

E o que faço com tantas maçãs? Neste momento tenho um delicioso (espero!) Crumble no forno para acompanhar com um suminho de laranja natural. 

E como já sei que vão pedir a receita... digo-vos que não sigo nenhuma receita à risca, apenas os seguintes passos:
1. Unto uma forma com azeite (também pode ser manteiga ou margarina mas o azeite é mais saudável).
2. Coloco maçãs aos pedaços na forma. Polvilho com canela, gengibre em pó e açúcar louro.
3. Cubro com uma massa que moldo com os dedos juntando os seguintes ingredientes: farinha, açúcar louro e manteiga amolecida. Quando conseguirmos moldar a massa sem que esta se cole aos dedos está pronta.
4. Levo a cozer em forno quente.

Bom apetite ;)

Um sítio especial











[Aqui] e [Aqui]


Para umas féria com o L., cheias de sol e amor.