"O que custou mais nesta altura foi a dor na alma, a revolta, os pensamentos mesquinhos, a inveja (esta é feia e dói mais que as outras todas), o ódio a mim mesma, as dúvidas. Lembro-me da força que fazia para sorrir quando me contavam das gravidezes de outros, como me esforçava para desejar toda a felicidade do mundo às minhas amigas grávidas com a cabra da inveja a tomar conta de mim. Desenganem-se não há invejas boas, a inveja é um sentimento mesquinho e hediondo que vos fura os olhos e massacra a alma. Eu sei que me esforçava para não deixar a cabra entrar, usei a meditação, o auto-controle, puxei pelo melhor de mim, tentei convencer-me que a adopção era uma boa alternativa ( que é mas só chegamos lá mais tarde), mas a inveja tomou conta de mim e tornou-me uma pessoa pior mesmo que contra a minha vontade."
E às vezes é exactamente isto o que sinto. Não por uma gravidez, claro, mas por um sonho pelo qual luto há quatro anos e ainda não consegui alcançar. E é das coisa mais horríveis que podemos sentir. Corrói-nos por dentro. Faz-nos sentir pessimamente. Faz-nos sentir más pessoas. Dói. Hoje e ontem senti a puta da inveja. Juro que lhe barrei todos os caminhos mas ela é escorregadia, manhosa. Conseguiu entrar. E ainda a sinto cá dentro. Filha da Puta.
Um comentário:
É mesmo isso! Caramba como te compreendo!
Agora, menina distraída, vamos corrigir algumas faltas de atenção:há quatro anos; Corrói-nos; Dói.
Bj grande
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