Há pouco tempo conversava com uma pessoa sobre a forma como fazemos a sopa. Eu disse-lhe que o meu truque para a sopa ficar mais apurada e com um sabor mais agradável é alourar ligeiramente cebola e alho em azeite e depois fazer a sopa em cima desta base. Ela disse-me que não concordava porque fazer a sopa em cima de um refogado é pouco saudável, que em vez disso usava um caldo Knorr. Depois de lhe explicar que estava muito (mesmo muito) enganada, acabou por me dar razão.
Achei que seria interessante partilhar também convosco os motivos pelos quais os caldos que se compram nos supermercados não entram em minha casa. Ora vamos lá:
Este tipo de caldos não passam de temperos artificiais compostos basicamente por químicos industriais. Estes químicos, juntamente com o excesso de sal e gorduras saturadas que tanto caracteriza estes caldos (apesar de já ter visto embalagens a dizer barbaridades como: 0% de gordura, sem conservantes, etc. - é que ainda por cima tentam nos enganar!) são uma das principais fontes das chamadas doenças silenciosas: hipertensão arterial, diabetes mellitus, problemas renais, hepáticos,
gastrites, úlceras, gastro-duodenais, colesterolemia, uricemia, gota, em
suma, doenças de carácter nervoso e outros.
Outro veneno que estes cubinhos contêm é o glutamato monossódico. Este é um aditivo colocado no alimento, para realçar o seu sabor. O seu consumo em excesso (e atenção que por norma todas as refeições que compramos já feitas contêm este ingrediente e também sei que há pessoas que usam estes caldos em tudo: sopas, arroz, carnes, massas...) pode causar rigidez dos músculos da face e do pescoço, cefaléia, náuseas, hiperactividade
infantil, dificuldades de aprendizado, doença de Alzheimer, Parkinson, cancro, etc.
Já para não falar que estes caldos contêm também restos de ossos e carnes... enfim!! Não admira que esteja considerado em vários estudos como um dos 10 tipos de alimentos mais prejudiciais à saúde.
E depois queixamo-nos que estamos cada vez mais doentes, que cada vez existem mais casos de cancro, doenças que não sabemos de onde vêm... há que pensar na quantidade de químicos que introduzimos diariamente no nosso organismo, quer através da alimentação, quer através dos produtos de beleza/higiene pessoal. E se já temos os pesticidas nas nossas frutas e legumes que dificilmente conseguimos eliminar, pelo menos vamos reduzir ao máximo todos os outros que podemos controlar.
Assim sugiro que troquemos os caldinhos industrializados por: sal (duas gramas por dia para cada pessoas), alho, cebola, tomate,
pimentão, coentro, salsa, cebolinha verde, orégão, entre outros que dão o
sabor natural e saúde à nossa comida. A nossa saúde e qualidade de vida agradecem.