Em menos de um mês deparei-me que estes dois tristes senhores. Haja paciência para gente desta.
Senhor irritado número 1:
Estávamos no início de um jantar nas tasquinhas aqui da terrinha com um grupo de amigos. Mesas todas cheias, à excepção da nossa com dois lugares livres porque estávamos ainda à espera de um casal. Enquanto comíamos as entradas e bebíamos sangria, aparece um senhor muito irritado a dizer que aquela mesa era dele, que a tinha reservado horas antes e que tínhamos que nos levantar o quanto antes. Dissemos que devia haver algum engano e chamámos a empregada de mesa. Confirmou que não existia qualquer reserva em nome do tal senhor. Foi lá dentro, falou com o gerente, e voltou a confirmar que não tinham recebido qualquer reserva em nome daquele senhor. O tal senhor não vai de modos, e num tom de voz totalmente despropositado, senta-se num dos dois lugares livres e diz que não sai dali enquanto nós não nos lhe dermos a mesa que, conforme voltou a insistir, era dele, mesmo depois de a empregada de mesa o informar que não o iria servir. E por ali ficou ainda uns dez minutos, sempre muito mal educado e a dizer que tínhamos que sair daquela mesa, até que apareceu o presidente aqui da terrinha e o conseguiu demover dali. Não, o senhor não estava bêbado, estava no seu perfeito juízo e, confirme vim a saber mais tarde, foi locutor de rádio até ao dia em que foi demitido por se fazer, num programa em directo, a uma menor de idade.
Senhor irritado número 2:
Estavamos eu e o L. no teatro a comentarmos que alguma coisa se devia estar a passar porque estava uma fila para entrar na sala que não andava nem para trás nem para a frente. Deparámo-nos depois com um senhor muito irritado, a dizer que queria o lugar x (o marcado no seu bilhete) à força, embora já estivesse ocupado e mesmo sabendo que não havia lugares marcados. Atrasou o espectáculo, fez uma figurinha triste, ainda fez uma das assistentes ir pedir à pessoa que estava sentada naquele lugar para se levantar (a pessoa não o fez, tal como eu não o fazia!) e foi-se embora muito indignado a dizer que ia fazer uma reclamação. O insólito é que estamos a falar de uma sala de espectáculo minúscula, que mesmo ficando na ultima fila, dá para ver perfeitamente tudo.
Haja paciência para esta gente. Nem o Verão, o sol e o calor os põem bem dispostos e com um sorriso nos lábios. Acredito que se um dia acontecer uma verdadeira catástrofe, tipo daquelas dos filmes em que parece que o mundo vai acabar, esta gentinha é capaz de matar na tentativa de sobreviver.
Um comentário:
Realmente! Há cada um... Obviamente que não podem ser pessoas felizes nem atraem outras para perto de si...
Haja paciência...
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