sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Crónicas de um casamento #2 - O vestido


Encontrei o vestido na 5ª loja que visitei. Tinha mais ou menos em mente o que pretendia (havia 2 ou 3 pormenores que tinha mesmo que ter!) e o valor que queria gastar e isso também ajudou muito. 

Nas primeiras lojas fui com a minha mãe e as amigas de sempre. Foi super divertido, fartamo-nos de  rir e brincar e eu senti-me mesmo uma princesinha com todas as atenções voltadas para mim, mas confesso que não ajudou muito. Muitas opiniões diferentes só complicam ainda mais.

Na 5ª loja (que na realidade é uma loja de fábrica e não uma loja tradicional) fui apenas com uma amiga e a minha mãe (foi durante a semana e as outras meninas não podiam ir!). Confesso que quando entrei fiquei assustada. Primeiro deram-me dois catálogos para ver e eu não gostei de nenhum vestido. Depois disseram-me para dar uma voltinha pela loja porque existiam muitos vestidos que não estavam em catálogo. No meio de uns 10.000 vestidos não houve nenhum que me chama-se a atenção. Comecei a ver a minha vidinha a andar para trás e a pensar que lá teríamos que se pôr a caminha da 6ª loja (e já só faltavam 6 meses para o casamento, PÂNICO). 

Consegui escolher uns 3 ou 4 para experimentar, embora nenhum me tocasse verdadeiramente o coração. A meio das provas a senhora que nos atendeu decidiu ir buscar um vestido da colecção de 2017 que ainda não estava exposto nem marcado. BINGO!! Era aquele. Tem todos os pormenores que eu queria, é simples mas com uns apontamentos especiais que marcam a diferença. Disse à minha mãe e à minha amiga que era aquele. A minha mãe começa a chorar, a minha amiga começa a chorar, eu começo a chorar... e foi assim, mesmo à filme!! 

Por incrível que pareça consegui um vestido abaixo do orçamento que tinha estipulado. Eu sei que é o vestido mais importante da minha vida, eu sei que só me caso uma vez na vida, eu sei que é tudo muito importante e blá, blá, blá, mas... é só um casamento. Quero ir bonita e quero sentir-me bem mas não quero gastar, nem acho que precise de gastar, o que tenho e o que não tenho. Acho que um vestido de 890€ não se vai desintegrar naquele dia nem me vai deixar mal. (E comprei-o a preço de fábrica, numa loja subiria para os 1300€/1500€, uiiiiiiiiii!)

P.S. O noivo passa por aqui, por isso desculpem a falta de pormenores em relação ao vestido. Quanto à fotografia, não tem nada a haver :P 

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Ainda do post anterior

Acredito que a vida nos vai dando pequenos sinais, que não são mais do que respostas às nossas pequenas dúvidas e problemas existenciais. Andava eu ainda triste com a situação do post anterior (porque a pessoa em questão é-me muito querida e isso magoava ainda mais), quando recebo este livro do Pedro Vieira no meu email. 

No fundo o que ele diz é que:

"Não tens de te defender dos outros - o que dizem sobre ti é sobre eles! 


Quando te disserem isto ou aquilo, aceita e encolhe os ombros. É a opinião deles e podes agradecer o facto de estarem a partilhar contigo a sua opinião. Pois estão, no fundo, a exporem-se e a permitirem-te aprender com isso. Não tens que te defender. 

[...]

Quando avalio ou julgo o comportamento dos outros parece que são comentários sobre os outros, quando na realidade são sobre mim e a minha forma de ver o mundo. São sobre as minhas crenças, a projeção das minhas experiências passadas, sobre os meus valores. São também sobre os meus desejos e as minhas inseguranças. São sobre mim, ponto. 

[...]
Logo, a opinião dos outros sobre ti é sobre eles mesmos, não lhe dês demasiada importância. Facilita a tua vida, focando-te na forma como lidas com o mundo e não na forma como os outros lidam com o mundo."

E isto fez tanto sentido para mim. Fez-me aceitar a situação, fez-me aligeirar a situação, fez-me perdoar a pessoa em questão e permitiu-me relaxar e voltar novamente a estar em paz. 
 

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

People are strange

Toda a gente critica e é da opinião que não se deve falar mal pelas costas das pessoas. Eu também. 
Toda a gente diz que prefere que lhes digam as coisas na cara do que mentir. Eu também. 
Pois bem, se me pedem uma opinião não esperem (NUNCA) que vos minta apenas para ouvirem aquilo que querem ou aquilo que vos enche o ego. Muito menos fiquem chateados comigo porque fui sincera. Fiquem chateados comigo sim, se vos mentir.

Imaginem que hoje trazem um vestido amarelo que eu não gosto. Sou incapaz de chegar ao pé da pessoa (seja quem for) e dizer-lhe que não gosto do vestido. Agora se a pessoa me pergunta directamente a opinião, sou incapaz de mentir. Espera-se que, se me perguntam a opinião, é porque querem a minha verdade. 

E depois queixam-se que as pessoas são falsas e blá, blá, blá... [morto por ter cão e por não ter]. 

As pessoas são estranhas, não são?! E complicadas também, diria!


segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

A pergunta de hoje é:

São as pessoas que nos decepcionam ou somos nós que esperamos demasiado delas? 



quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Maidentrip


Imaginem que têm 14 anos e vão dar a volta ao mundo sozinhas num pequeno veleiro?! Para mim é algo difícil de imaginar. Com 14 anos nem a Lisboa (que ficava a uma hora de casa!) ia sozinha quanto mais...

Este era o sonho de Laura e conseguiu realiza-lo. Se gostam de documentários vejam este. É incrível e a grande maioria das imagens são filmadas pela própria Laura durante a viagem que durou dois anos. 

Está disponível no Netflix.